A pele é mais do que as máscaras com que nos vestem.
Tenho os cabelos molhados e não me importo. Tenho a barriga vazia e não a sinto.
Subo os degraus largos com esforço, para que pareça fácil. E não olho à volta para não tropeçar.
Pára!
Porra.
Que te falta o ar.
São brancas e manchadas as peles descaídas a que fujo com o olhar. E que olho de soslaio quando afundam na água.
Afugento com a mente a ideia.
Apedrejo com a água as ondas que formam o meu pensamento, no ruído das gargalhadas ruidosas.
São gargalhadas velhas?
São gargalhadas de velhas. Das velhas. Dos meus sorrisos.
E como são velhas as árvores que me fazem sombra e levantam com as raízes o chão que piso. Não me deixam ver a cor dos aviões que passam a rosnar-me.
Engulo o vento que me seca o cabelo.
E subo. Um passo. Paro a meio do degrau. Respiro. Troco. Continuo. Devagar. O olhar. Para cima. Mas não tropeço.
14 janeiro 2010
07 agosto 2008
Liberdade é Isto
_______________________
A liberdade interior
É presa fácil,
Atada por um fio transparente
A uma rocha de vidro
Num mar límpido inferior.
É quando posso gritar
Gritar a mim mesma que entendo,
Que explicações usadas e gastas
Não me tirarão do padrão que escolher...
É um clarificar de sensações,
É o olhar para lá de uma muralha opaca.
É o arrancar algo, que nos oprime e deprime.
Invadindo um castelo de atenções e meditações.
M.S. (07/07/1995)
A liberdade interior
É presa fácil,
Atada por um fio transparente
A uma rocha de vidro
Num mar límpido inferior.
É quando posso gritar
Gritar a mim mesma que entendo,
Que explicações usadas e gastas
Não me tirarão do padrão que escolher...
É um clarificar de sensações,
É o olhar para lá de uma muralha opaca.
É o arrancar algo, que nos oprime e deprime.
Invadindo um castelo de atenções e meditações.
M.S. (07/07/1995)
24 julho 2008
Eu Quero
_________________________________
"Eu quero.
Eu sinto que quero explodir.
Eu sinto que quero sair.
Embrumar-me no mar,
mergulhar na floresta,
sair, correr, voar,
Perder-me num outro mundo!
Percorrer o percorrido,
Caminhar o caminhado,
Embalar-me no abalado,
Sentir o tom amado!
quero expandir o momento
Deixar sair o sentimento!
Eu quero.
Enquanto é tempo..."
M.S.(26/01/1995)
"Eu quero.
Eu sinto que quero explodir.
Eu sinto que quero sair.
Embrumar-me no mar,
mergulhar na floresta,
sair, correr, voar,
Perder-me num outro mundo!
Percorrer o percorrido,
Caminhar o caminhado,
Embalar-me no abalado,
Sentir o tom amado!
quero expandir o momento
Deixar sair o sentimento!
Eu quero.
Enquanto é tempo..."
M.S.(26/01/1995)
03 maio 2008
A Minha Estrela
__________________________________________
"As estrelas do infinito pairam sobre mim
Uma ansiedade cidral
Penetra no profundo
Espaço aberto
Plano infinito
D´uma vida estagnada
Abraço aberto
Na convalescença da noite
Debaixo do olhar
Cintilante, perverso de esperança
um céu que me olha
Me recebe e me respira."
M.S. (14/01/1995)
"As estrelas do infinito pairam sobre mim
Uma ansiedade cidral
Penetra no profundo
Espaço aberto
Plano infinito
D´uma vida estagnada
Abraço aberto
Na convalescença da noite
Debaixo do olhar
Cintilante, perverso de esperança
um céu que me olha
Me recebe e me respira."
M.S. (14/01/1995)
02 maio 2008
28 abril 2008
S.E.P.E.A L. D.L.
Hoje o céu ta limpo.
Não vejo a lua em lado nenhum.
_______________________________
"Se eu pudesse escrever à luz da lua,
Hoje escrevia uma história de amor
Com príncipe encantado e tudo.
Se eu pudesse escrever à luz da lua,
A minha pena deslizaria pelo papel
Como se por forças magicas fosse empurrada.
Se eu pudesse escrever à luz da lua,
Debaixo de uma árvore sem folhas eu me sentaria,
Para que a sua sombra me não privasse
Da energia que irradia!
Se eu pudesse escrever à luz da lua,
Numa noite de outono seria,
Quando o ar é frio e rijo,
E as recordações pairam no ar.
Mas hoje chove,
O céu está escuro e livre de estrelas.
A lua está lá.
Mas a sua luz não me permite escrevê-la."
M.S. (13/04/1995)
Não vejo a lua em lado nenhum.
_______________________________
"Se eu pudesse escrever à luz da lua,
Hoje escrevia uma história de amor
Com príncipe encantado e tudo.
Se eu pudesse escrever à luz da lua,
A minha pena deslizaria pelo papel
Como se por forças magicas fosse empurrada.
Se eu pudesse escrever à luz da lua,
Debaixo de uma árvore sem folhas eu me sentaria,
Para que a sua sombra me não privasse
Da energia que irradia!
Se eu pudesse escrever à luz da lua,
Numa noite de outono seria,
Quando o ar é frio e rijo,
E as recordações pairam no ar.
Mas hoje chove,
O céu está escuro e livre de estrelas.
A lua está lá.
Mas a sua luz não me permite escrevê-la."
M.S. (13/04/1995)
Sem Rótulos
__________________________________________________
"Não sei se nada sei,
Só sei que nada sinto.
Sei aquilo que pressinto
Sinto tudo
Sinto a intensidade.
Sinto a vida, a luz, o escuro,
As vibrações que daí vem,
A intensidade da noite...
Sei aquilo que preciso.
Sei aquilo que persigo.
Persigo a vida, a frescura do dia escuro
A beleza prateada numa noite nebulosa de luar!
Mas também sei que vou chegar, vou marcar
Para depois partir e largar
Deixar para que alguém veja
Veja aquilo que fui.
Aquilo que sou
Por aquilo que posso vir a ser
Na importância das marcas que deixar!"
M.S. (14/01/1995)
"Não sei se nada sei,
Só sei que nada sinto.
Sei aquilo que pressinto
Sinto tudo
Sinto a intensidade.
Sinto a vida, a luz, o escuro,
As vibrações que daí vem,
A intensidade da noite...
Sei aquilo que preciso.
Sei aquilo que persigo.
Persigo a vida, a frescura do dia escuro
A beleza prateada numa noite nebulosa de luar!
Mas também sei que vou chegar, vou marcar
Para depois partir e largar
Deixar para que alguém veja
Veja aquilo que fui.
Aquilo que sou
Por aquilo que posso vir a ser
Na importância das marcas que deixar!"
M.S. (14/01/1995)
25 abril 2008
25 de Abril Sempre
E porque hoje é o 25 de Abril, a minha favorita de Zeca Afonso...
A Morte Saiu à Rua
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada hà covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação
___________________________________
Música e letra de José Afonso
(dedicado ao artista plástico José Dias Coelho, assassinado a tiro, em 19 de Dezembro de 1961.
- Refira-se que José Dias Coelho foi assassinado por ser comunista e não, por ser artista plástico)
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